domingo, 17 de março de 2013

Por que Lutero teve êxito no movimento reformista?

Imagem de http://www.lutero.com.br/novo/img/lutero/igreja99.jpg


  Segundo o historiador Leo Huberman, uma das razões do êxito de Lutero foi o fato dele não lutar contra os privilegiados e apelar sempre para o espírito nacionalista dos seus adeptos. O reformista teve de traduzir os anseios da população alemã quanto a consciência nacional germânica, em processo de afirmação. Entendeu que deveria reformar a religião e não os interesses dos poderosos.
  Num momento em que a Igreja se tornava cada vez mais uma rival do Estado, é natural que as classes mais abastadas se interessem por um projeto que objetive submeter a Igreja ao Estado e também limitar as fronteiras da riqueza da Santa Sé.
 Assim, compreende-se a reação de Lutero, quando em 1517, expulsa da Saxônia ( um principado alemão) um dos enviados do Papa leão X, que percorria a região vendendo o vintém de Pedro, ou seja , bilhetes de entrada no céu.

sábado, 9 de março de 2013

Até século XI, a moda era comer com três dedinhos

 foto daqui.


Qual a origem dos talheres?
Jamais um artefato de mesa causou tanta polêmica quanto o garfo. Até o século XI, quase todo mundo comia com as mãos. Os mais polidos usavam apenas três dedos para levar o alimento à boca. Nesse século, Domênico Salvo, um membro da corte de Veneza, casou-se com a princesa Teodora, de Bizâncio. Ela levou no enxoval um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos.
Uma heresia, pois o alimento, fornecido por Deus, era sagrado e tinha que ser comido com as mãos. Pouco a pouco, membros da corte e do clero foram adotando o talher. Mas o hábito demorou para pegar entre a população. O espeto ganharia mais dentes e só passaria a ser popular no século XIX.
A faca é o mais antigo dos talheres. O Homo erectus, que surgiu na Terra há 1,5 milhão de anos, criou a primeira faca, feita de pedra. Certamente não era usada na mesa. Servia para caça e defesa. Desde então, o homem sempre carregou uma faca. Na Idade do Bronze, que começou por volta de 3 000 a.C., elas passaram a ser feitas com esse material e se difundir. Nessa época, a mesma faca que servia para matar um homem era usada também para descascar frutas. O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal Richelieu (1585 - 1642), um fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630. Ao contrário da faca, a colher já surgiu com o objetivo de servir alimentos. Há registros arqueológicos de artefatos parecidos com esse talher com mais de 20 000 anos, feitos de madeira, pedra e marfim. Mas, no início, a colher era de uso coletivo, e parecia uma concha. “Quando surgiu o pão, há 12 000 anos, usava-se uma colher para jogar o caldo sobre ele”, conta o sociólogo Gabriel Bollaffi, da Universidade de São Paulo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O renascimento comercial e urbano europeu

   No período conhecido entre os séculos V e X, grande parte dos europeus ocidentais passou a viver em pequenas comunidades rurais cercadas por florestas e ligadas entre si por estradas quase desertas, frequentadas por ladrões e lobos. Essas aldeias produziam quase tudo o que consumiam, dependendo pouco do comércio para suprir suas necessidades. São os feudos.
   Com o passar do tempo, a maior parte das terras e de seus habitantes passou a ser controlada pelos senhores feudais. Muitos senhores eram nobres guerreiros que moravam em castelos e se encarregavam da segurança local. Mas, a igreja também possuía feudos. Os grandes mosteiros e abadias cristãos eram responsáveis pela produção cultural em grande parte de Europa ocidental.
Igreja e nobres exploravam o trabalho dos camponeses, que, em troca do uso da terra, da proteção de seus bens e de suas almas, deviam entregar boa parte do que produziam aos senhores.
   Esse sistema começou a mudar a partir do século XI, com o renascimento do comércio, das viagens e com o intenso crescimento das cidades. Grandes rotas comerciais passaram a cruzar mares e continentes, religando as regiões isoladas, e provocaram muitas das mudanças sociais, políticas e culturais.
   As cidades passaram a crescer em tamanho e população, renovadas com um comércio intenso, fazendo circular mercadorias, notícias, conhecimentos, idéias políticas e sociais. Uma nova classe social, a burguesia, surgiu e transformou a economia.
  A partir do século XI, o aumento do consumo de mercadorias trazidas de regiões distantes, fez a circulação de moedas renascer e passar a fazer parte da vida cotidiana dos europeus. Para facilitar as transações comerciais, foi adotado um padrão de moedas bimetálico: ouro e prata. As transações comerciais em dinheiro fizeram surgir os bancos, com os primeiros estabelecimentos tendo surgido em Florença.
   Com o renascimento comercial e o crescimento das cidades, muitas atividades se transferiram para as cidades, inclusive as culturais e religiosas. Abadias, mosteiros, universidades...
   Nas cidades os artesãos e os comerciantes se associavam para proteger os seus interessas, garantindo qualidade e organização na produção. Essas associações chamavam-se corporações de ofício ou guildas. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Absolutismo

... os monarcas se fortaleciam a partir do expresso apoio dado por  burgueses. A a burguesia pagava impostos para o financiamento de exércitos capazes de impor a autoridade real e fixar os impostos e moedas utilizadas em um mesmo território. Saiba mais..

sábado, 2 de março de 2013

A Decadência do Feudalismo


   A partir do século X teve inicio o processo de decadência feudal da Europa Ocidental, ganhando impulso a expansão territorial, as trocas comerciais, a formação dos Estados poderosos e o surgimento de um novo grupo social: a burguesia. Pouco a pouco estas mudanças foram substituindo as estruturas feudais, consolidando o que seriam as raízes do futuro sistema capitalista que vivemos na atualidade.
   O clima de insegurança que durante séculos atemorizou o homem europeu, devido às invasões bárbaras, deixou de existir, a partir do século X, a estabilidade fora restaurada. Com isso, a população da Europa ocidental, freqüentemente reduzida por guerras, fome e pestes, pode voltar a crescer.
   Os camponeses puderam dedicar-se mais intensivamente à agricultura, cultivando novas terras e aperfeiçoando as técnicas agrícolas, o que propiciou o fim das crises de fome e o crescimento populacional.
   O aumento da produção não acompanhou o crescimento populacional. O limitado desenvolvimento tecnológico e o fim das terras disponíveis na Europa, entre outros fatores , não permitiram um salto produtivo, estabelecendo uma nova situação de crise, a qual foi solucionada pela expulsão de milhares de servos dos domínios feudais.
   Constituiu-se um exército de desocupados que saqueavam e vagavam pelos caminhos e cidades, vivendo marginalizados e dependentes da caridade pública. Eram vistos como uma ameaça pelas autoridades.
   Nesse contexto de miséria, a peste negra, a fome e a exploração dos nobres, leva milhares de camponeses a revoltas que acabam acelerando a desestruturação das relações  feudais.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

IMPÉRIO ROMANO - PARTE 2

IMPÉRIO ROMANO - PARTE 1